Auxílio-acidente por profissão
Pescador artesanal acidentado: seus direitos no INSS
Acidentes comuns na pesca artesanal
- Amputação ou esmagamento de dedos em guincho, cabo, rede e motor.
- Lesão de ombro e coluna pelo esforço de puxar rede e içar peso.
- Queda no convés ou na embarcação, com fratura de tornozelo, joelho ou costela.
- Corte profundo na limpeza do pescado, com perda de movimento na mão.
- Ferimento por espinho de peixe e arraia, com infecção e sequela permanente.
- Problemas de audição e visão pela exposição prolongada a motor, sol e maresia.
Como comprovar que você é pescador
A prova da atividade é o ponto decisivo. Servem como início de prova material:
- RGP (Registro Geral da Atividade Pesqueira), o documento mais forte.
- Carteira e recibos de colônia ou associação de pescadores.
- Notas de venda do pescado.
- Comprovante de recebimento do seguro-defeso.
- Documentos da embarcação e de licença de pesca.
- Certidão de casamento ou de nascimento com a profissão de pescador.
Assim como no trabalho rural, documentos em nome do cônjuge ou dos pais podem ser aproveitados, e a prova testemunhal de outros pescadores da colônia tem peso relevante na Justiça.
Marisqueira e catadora de caranguejo também contam
Quem trabalha na mariscagem, na cata de caranguejo ou no beneficiamento artesanal do pescado também é enquadrado como segurado especial, e tem os mesmos direitos.
As lesões mais frequentes nessa atividade são de coluna, ombro e mãos, pelo esforço repetitivo e pela posição de trabalho, e costumam ser tratadas como "desgaste natural", quando na verdade podem configurar sequela indenizável.
Se o pedido for negado
A negativa quase sempre vem por dúvida sobre a atividade pesqueira, não sobre a lesão. Reunir a documentação da colônia e testemunhas costuma virar o jogo.
Você tem 30 dias para recorrer administrativamente e ainda pode ingressar na Justiça. Veja o que fazer quando o INSS nega.
Pescador: ficou com sequela depois de um acidente?
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Analisar meu casoPerguntas frequentes
Sou pescador e nunca paguei INSS. Tenho direito a benefício?+
Perdi um dedo puxando rede. Tenho direito ao auxílio-acidente?+
Recebo seguro-defeso. Isso ajuda a provar?+
Sou marisqueira. Tenho os mesmos direitos do pescador?+
Meu ombro não levanta mais depois de anos puxando rede. Conta como acidente?+
Não tenho RGP. Perdi o direito?+
Patrícia de Paula · Advogada · OAB/ES 36.991. Atualizado em julho de 2026.
Conteúdo informativo, não substitui a análise do seu caso concreto por um advogado.