5 erros no CNIS que reduzem sua aposentadoria sem você perceber
Por Patrícia de Paula · OAB/ES 36.991
O CNIS é o extrato que reúne todos os seus vínculos e contribuições ao INSS. É a partir dele que o INSS calcula sua aposentadoria. O problema: ele frequentemente tem falhas, e cada falha significa menos tempo reconhecido e benefício menor, para sempre.
Veja os cinco erros mais comuns.
1. Vínculo antigo que simplesmente não aparece
Empregos das décadas de 80 e 90, principalmente de empresas que fecharam, muitas vezes não constam no sistema. O tempo existe, está na sua carteira de trabalho, mas o INSS não enxerga.
Como corrigir: apresentar a carteira de trabalho original, ficha de registro, recibos ou até processo trabalhista que reconheceu o vínculo.
2. Vínculo com "indicador de pendência"
Você olha o extrato e o vínculo está lá, mas com uma sigla ao lado (algo como PREM, PEXT ou PADM). Esses indicadores significam que o INSS tem alguma ressalva sobre aquele período, e na prática ele pode não ser contado no momento da concessão.
Como corrigir: cada indicador tem uma exigência própria, e a maioria se resolve com documento comprobatório em um acerto de CNIS.
3. Contribuição paga que não foi registrada
Muito comum para quem contribuiu como autônomo ou facultativo por carnê. Você pagou, tem a guia, mas o valor não entrou no sistema.
Como corrigir: guarde as guias. Sem elas, a recuperação é bem mais difícil, mas ainda possível por extrato bancário.
4. Tempo rural nunca averbado
Quem trabalhou na roça na juventude frequentemente não sabe que aquele período conta para a aposentadoria. Como não havia contribuição em carnê, ele simplesmente nunca entrou no CNIS.
Como corrigir: reunir início de prova material (notas de produtor, documentos escolares, certidões com a profissão de lavrador) e requerer o reconhecimento. Documentos em nome do pai ou do marido também servem.
5. Tempo especial não convertido
Se você trabalhou exposto a ruído, calor, produtos químicos ou eletricidade, esse período pode valer mais do que tempo comum. Períodos até 13/11/2019 podem ser convertidos com acréscimo de 20% para mulheres e 40% para homens.
Como corrigir: obter o PPP junto à empresa. Ela é obrigada a fornecer.
Por que corrigir ANTES de pedir a aposentadoria
Esse é o ponto central. Se você der entrada com o CNIS errado, o INSS vai calcular com o que está lá, e você pode:
- receber um benefício menor do que teria direito;
- ou ter o pedido negado por falta de tempo, mesmo já tendo o tempo necessário.
Corrigir depois é possível, mas dá muito mais trabalho e você perde meses recebendo a menos. Por isso a análise do CNIS é o primeiro passo de qualquer planejamento previdenciário bem feito.
Este conteúdo é informativo e não substitui a análise do seu caso concreto. Se quiser conferir seu extrato antes de pedir a aposentadoria, fale com a gente pelo WhatsApp.